A segurança de dados e como o LGPD pode afetar a sua instituição de ensino

Quais medidas tomar para que a segurança dos dados possa ser feita de forma efetiva nas instituições de ensino? Saiba mais.

Não é de hoje que a segurança na internet tem sido discutida por diversos grupos sociais, pois à medida que as empresas passaram pela transformação digital, e começaram a ter informações pessoais dos usuários, a questão se tornou mais delicada.

Afinal, o que é a privacidade na internet?

A questão da privacidade reflete quais dados pessoais dos usuários podem ser acessados, gravados e compartilhados, e estão vinculados ao consentimento deste. Hoje, as políticas de segurança na internet são debatidas por cada governo, que muitas vezes utiliza dados pessoais dos cidadãos, para investigações e para a segurança nacional, como ocorre nos Estados Unidos, Reino Unido e a China, por exemplo.

Para o âmbito dos negócios, as empresas que lidam com dados pessoais dos usuários, como as instituições de ensino, precisam ter políticas claras, acerca de como utilizá-los, a fim de guardar esses dados para que não haja vazamento, constrangimento, ou quaisquer situações em que a imagem e/ou dados de uma pessoa seja utilizada indevidamente. Vale dizer que quando o assunto é privacidade, além dos dados pessoais, as políticas abrangem a reprodução de imagem, som (voz), e texto (depoimentos), que devem ter prévia autorização dos envolvidos.

Quais são as medidas que as instituições de ensino podem tomar para estar de acordo com a LGPD (Lei Proteção Geral de Dados?)

A Lei de Proteção Geral dos Dados (LGPD) visa o controle sobre como as empresas que lidam diretamente com os consumidores farão o gerenciamento e tratamento de dados. As empresas têm até agosto de 2020 para se regularizar. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), órgão responsável pela regulação, terá a responsabilidade de fiscalizar as empresas que lidam e armazenam dados, e estas deverão formalizar e apresentar um ‘Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais’ para estar de acordo com a legislação. O momento que antecede a regularização, passa por medidas como:

  • Mapear quais departamentos da sua empresa utilizam dados pessoais;
  • Verificar quem são esses cadastros e manter uma base de contatos saneada;
  • Identificar se o sistema da Instituição mantém os dados na nuvem de forma protegida;
  • Verificar se o site da instituição mantém as informações dos usuários em área logada, e com acesso restrito a login e senha;
  • Verificar se os mesmos processos de proteção dos dados que atende as turmas presenciais estão sendo tomados para aquelas que fazem parte do EAD;
  • Alinhar com as equipes de T.I e o setor jurídico da instituição as boas práticas para evitar multas à Instituição.

A LGPD tem como objetivo conscientizar que ‘um dado’ é um ativo de valor para o cidadão e que deve ser protegido para que as relações com os consumidores e empresas possam se dar de forma clara e transparente.

O Google recentemente foi multado em R$ 37 milhões na Suécia por infringir a Lei de Proteção Geral de Dados, vigente na União Europeia, desde 2016. E, pela primeira vez, em 8 anos atualizou a sua política de dados.

Como você pode ver, com a adoção de algumas medidas simples, que giram em torno de processos e sistemas, fica mais fácil detectar possíveis brechas na segurança da informação em sua instituição. Que tal reunir os responsáveis pelas áreas e começar?



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