Retorno das aulas presenciais: como os professores e as escolas podem se preparar para este desafio?

Assim como outras atividades que estão voltando a ativa, professores e gestores se preparam para o retorno das aulas presenciais. Entretanto, a escola e os educadores sabem do desafio que têm pela frente. Para tornar esse desafio menor, é preciso planejamento.
Isso se deve porque as escolas estão na lista dos ambientes que mais tiveram impasses quanto a continuação de suas atividades, em razão da aglomeração comum a esse espaço.

Mas, qual a orientação a ser seguida nesse retorno? Como os professores e a equipe escolar podem se organizar para garantir um retorno seguro, de forma a recuperar o processo de aprendizagem? Esse é o tema do artigo de hoje. Confira!

Retorno das aulas presenciais: qual a orientação do MEC?

O Ministério da Educação (MEC) publicou uma portaria no início do segundo semestre de 2020, autorizando as escolas a voltarem às atividades presenciais. Essa portaria trouxe algumas regras para ajudar os professores, gestores e alunos a voltarem às salas de aulas físicas.
Pensando nisso, o Governo Federal e o Ministério da Saúde elaboraram algumas instruções para garantir um regresso seguro e eficiente dos alunos às atividades escolares. Entre essas medidas, destacam-se:

  • Volta gradual dos alunos por ano escolar;
  • Uso de máscara obrigatório;
  • Distribuição de álcool em gel;
  • Distância mínima de 1,5m entre as pessoas;
  • Os ambientes precisam ser ventilados;
  • Manter aqueles que pertencem ao grupo de risco em trabalho remoto.

Mesmo com essas orientações, a volta dos estudantes ao ambiente escolar é algo que vem trazendo debates frequentes.

Segundo uma pesquisa do Instituto Península, 83% dos educadores disseram ter como principal preocupação, a forma que serão mantidas as condições de saúde para evitar o contágio.

Nessa mesma pesquisa, 67% dos educadores disseram ter receio sobre como será continuado o processo de aprendizagem no contexto da pandemia.

Apesar da portaria não fixar uma data exata para o retorno, ainda assim surgiram dúvidas quanto à volta ou não dos alunos à sala de aula neste ano. Por isso, muitas instituições decidiram continuar os estudos de forma remota até o final de 2020 – o que nos leva a uma dúvida comum que veremos a seguir.

Como voltar às atividades escolares com segurança?

Enquanto a sociedade não estiver vacinada, é imprescindível manter a prevenção, afinal, essa é a única forma de evitar o contágio da doença.
Além das medidas de segurança propostas pelas equipes de saúde, outros fatores são essenciais para que o regresso ocorra da melhor forma possível: como a organização dos espaços físicos, a orientação contínua para que os alunos tenham consciência sobre as atitudes a serem tomadas e a supervisão.

Que lições a pandemia trouxe para o meio escolar?

Uma lição que a pandemia deixou – e que com certeza será algo mantido pelas redes de ensino durante e após o isolamento social – é de que a tecnologia se torna recurso de enorme ajuda na relação professor-aluno, no que tange a aquisição de novos saberes.

Foi através da tecnologia que os docentes puderam continuar o calendário escolar, através das aulas online. Sendo assim, será vital ser mais flexível daqui pra frente, nas formas de ensinar e aprender.

Essa experiência fez com que muitos profissionais olhassem com “outros olhos” para os recursos digitais, em especial na área da Educação.
Os recursos tecnológicos foram tidos por muitas escolas e instituições de ensino superior como a “salvação” do ano letivo. A prova disso é que o Governo Federal permitiu a continuação das aulas remotas.

Agora, no retorno das aulas presenciais, os docentes podem aliar as ferramentas digitais às aulas presenciais, estimulando a criação do modelo híbrido de ensino. Então, anote aí: forma de lidar com os novos recursos tecnológicos e a reinvenção dos modelos de ensino e aprendizagem é o que de fato vai fazer toda a diferença.

Se por um lado, essa situação trouxe muitos desafios, ela também ensina aos gestores e coordenadores de escolas, assim como a todo o corpo docente, novas formas de ver o mundo e de aprender novos saberes. Isso significa que, a forma de ensinar também está sendo remodelada. Por isso, estudar o modelo de ensino, seja ele presencial, remoto, ou no formato híbrido, pode ser uma vantagem competitiva das instituições de ensino.

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