Mudanças na educação e empatia na retomada das aulas: como sua equipe pode se preparar

Enquanto grandes obstáculos são superados com o alongamento do  isolamento social causado pela pandemia da COVID 19, muitas instituições de ensino começam a se preparar e pensar na retomada das aulas. Que mudanças na educação serão permanentes? E a avaliação de alunos e equipes? Neste momento, existe um ingrediente especial que pode  ajudar na caminhada: a empatia. 

A retomada das aulas está num futuro próximo?

Com o começo da reabertura do comércio e as dificuldades que o isolamento trouxe para a  comunicação entre responsáveis, alunos e equipes da instituição de ensino, o novo pensamento é: com a retomada das aulas, o que deve ser reajustado e quando?

Enquanto alguns estados investem na tentativa de uma retomada percentual, de pouco em pouco, e com rotatividade, outros ainda estão tentando diminuir o desequilíbrio entre rede de ensino público e ensino privado.

Tudo isso dificulta o que já é incerto, gera dúvidas e possíveis evasões, visto que é trabalhoso mapear as necessidades de cada aluno. Quem está em período de ENEM, por exemplo, oferece demandas diferentes de quem está na educação infantil ou em uma graduação de ensino superior. 

Neste caso, a pergunta mais importante, não é “quando”, mas “como”. Como retomar aulas presenciais?

Mudanças na educação pós isolamento: para onde vamos?

Algumas mudanças foram drásticas. Outras, foram pequenas adaptações inteligentes. O fato é: nada vai voltar a ser como antes, já que mudançassão inevitáveis  e fazem parte do caminho de qualquer instituição de ensino.

  • Forma de comunicar: desde o início do isolamento,  a forma de comunicar mudou, já que não se conta mais com o fator “presencial”. A utilização de  ferramentas que façam esta comunicação é primordial. 
  • Inadimplência: muitos responsáveis e alunos acabaram entrando na inadimplência e prejudicando o fluxo de caixa de instituições. Se a maneira  de requerer pagamentos era de uma forma antes, depois do afastamento social, com uma queda de renda geral que afetou o PIB brasileiro, passou a ser outra. Oferecer recursos mais acessíveis e estar sempre próximo mostrando vantagens e elasticidade para pagar é o ideal.
  • Avaliações de alunos: assim como a metodologia ativa, em que o aluno participa da construção daquilo que está aprendendo, está em alta, a forma de avaliar o estudante também mudou e a periodicidade e recorrência fazem parte desse novo normal. Demandar do estudante portfólios ou webfolios que reúnam as atividades durante um período, assim como relatórios, geram a possibilidade de acompanhar e entender melhor esse aluno.
  • A importância do professor: se muitos achavam que a EAD iria diminuir a importância do professor em sala de aula, a educação em casa veio para provar o contrário. Cientes das novas tecnologias e num processo de aprendizado constante, os professores são uma ponte concreta, ressignificando a forma de aprender.
  • Gestão integrada: nunca foi tão importante ter todas as equipes alinhadas. Ter ferramentas que proporcionem esse alinhamento, também. A empatia é a ferramenta de gestão educacional que vai diferenciar uma instituição da outra e que vai permitir uma maior integração da gestão. 

Lance mão da empatia como uma ferramenta de gestão educacional

Colocar-se no lugar outro é uma das tarefas mais difíceis que existem. Isso porque cada pessoa é um universo, com vivências e experiências diferentes. Tenha em mente: empatia é a habilidade de gerar conexão. E tudo que temos agora é conexão, mesmo estando longe.

Em uma de suas apresentações, a conferencista, autora e professora de Serviço Social Brené Brown, uma referência quando o assunto é empatia e relações humanas, fala sobre uma pesquisa da enfermeira Teresa Weisemen, que levanta 4 fatores a serem levados em consideração quando se fala em atitudes empáticas:

  • Entendimento de perspectiva: habilidade de ter a perspectiva do outro
  • Não julgamento
  • Reconhecer as emoções do outro 
  • Comunicar que você reconhece essas emoções

Assista a apresentação:

 

Na retomada das aulas, a principal mudança deve ser a adoção dessa ferramenta tão humana. O quanto a sua equipe está preparada para adotá-la? Uma boa – e empática – dica é: conheça o seu time. Aproximação gera empatia. 

Professores, coordenadores, equipe administrativa, alunos, cada um tem seus problemas específicos, mas uma coisa em comum: são todos seres humanos tentando construir algo significativo, uma educação que supere crises e forme cidadãos mais humanos. 

Uma dica final: depois da aproximação e de entender cada nicho da sua instituição, promova treinamentos envolvendo comunicação não-violenta. Um pequeno passo que pode muita coisa nessa retomada das aulas.



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