Metodologia ativa: como usar na gestão educacional?

Você já parou para pensar como e o quanto mudou desde o início dessa virada na educação como efeito da pandemia? Com certeza sim. Também deve ter percebido que, para a equipe do pedagógico, o termo metodologia ativa saltou aos olhos (de janeiro a março a busca pelo termo teve um aumento considerável no Google).

Mas o que é essa metodologia? Se ela funciona tão bem dentro de sala de aula, será que a equipe de gestão educacional das instituições de ensino pode se valer dela para que o aprendizado e as melhorias sejam mais possíveis e assertivas também na administração do negócio?

O que é a metodologia ativa?

A metodologia ativa é a forma de abordar o ensino em que o principal agente do aprendizado é quem está aprendendo. Se antigamente o professor era o centro, agora o aluno passa a ser a parte criadora e fundamental do processo.

Depois de diversas mudanças no ensino, desde que houve a migração para o online, ficou claro que a metodologia ativa deveria ascender. Faz sentido: com alunos em casa, tendo diversos fatores influenciadores na absorção das disciplinas e tendo o ambiente doméstico como o novo ambiente de aprendizado, o protagonismo tinha mesmo que mudar.

Tudo mudou. Desde a forma de consumir até a forma de se relacionar, durante esse tempo. Segundo uma pesquisa realizada pelo Google, houve o surgimento de uma nova relação com a casa e com a forma com a qual nos colocamos frente a serviços. 

Por exemplo, asbuscas por decoração do it yourself aumentaram em 100%. Os serviços de streaming tiveram um aumento de 36% de contratação, 28% a mais de buscas por pós ou MBA em EAD. Apenas 20% dos entrevistados disseram sentir falta de voltar ao ambiente acadêmico.

Dentro desse cenário, em que todos estão descobrindo como fazer algo por conta própria, a metodologia ativa passa a ser uma possibilitadora dessa nova forma de agir e pensar –  tanto para responsáveis de alunos em escolas quanto para alunos de instituições de ensino superior. Mas, como se dá a metodologia ativa?

Tipos de metodologia ativa 

Existem algumas formas de aplicar a metodologia ativa para alunos ou para colaboradores que precisam absorver um ensinamento. São elas:

  • Gamificação: aqui o aprendiz recebe um material que transforma o aprendizado em algo lúdico, semelhante a um jogo, sendo ele o herói da história
  • Aprendizado Baseado em Projetos (Project Based Learning): Aprende-se por projeto, como o nome diz. Mais do que um problema específico, é pedido ao aprendiz que ele desenvolva soluções para um projeto completo, com toda sua complexidade, integrando diferentes conhecimentos e estimulando diferentes habilidades.
  • Aprendizado Baseado em Problemas (PBL – Problem Based Learning): deve-se apresentar um problema a quem vai aprender e oferecer ferramentas para que ele(a), sozinho(a), resolva.
  • Aprendizado em Pares ou Times (TBL – Team Based Learning): um dos formatos mais utilizados, o também chamado peer instruction consiste em unir dois ou mais aprendizes para que eles troquem ideias de como resolver o problema, após uma breve exposição do professor.
  • Design Thinking: já sendo bastante utilizada em sala de aula, essa forma de aprendizado já é mais familiar ao meio corporativo. Consiste em usar a criatividade ao máximo, criando – ou desenhando – caminhos para resolver um problema.
  • Dentre outras

Gestão de educação e metodologia ativa: uma soma que traz bons resultados

É bom ressaltar que a metodologia ativa é oposta à metodologia tradicional. Esta surgiu durante a primeira revolução industrial e tinha como objetivo qualificar minimamente a mão-de-obra. Perceba como as metodologias não estão necessariamente ligadas à sala de aula, mas ao ensino-aprendizado de uma forma geral.

Segundo a teoria de William Gassler, todos temos protagonismo em nossas decisões e escolhas. O teórico também dizia que aprendemos apenas 10% quando lemos e 95% quando ensinamos aos outros.

Assim, a gestão educacional pode aproveitar esse momento em que o termo está sendo tão buscado e alinhar as equipes. Alguns pontos altos que podem ser levados para o ensino-aprendizado corporativo:

Forme professores: se aprendemos muito mais quando ensinamos os outros do que apenas quando temos o estímulo da leitura, como gestor, promova rodadas de apresentações de conhecimento. Faça o time x ensinar ao time y o que eles aprenderam em tal livro ou experiência.

Estimule o time a trabalhar junto:  cada um deve ter sua individualidade respeitada, mas, valendo-se do formato Aprendizado em pares, identifique pessoas complementares para que elas, em time, resolvam desafios (e o que não faltam agora são desafios).

Entregue problemas, ajude nas soluções: apesar de o termo problema soar um pouco pesado, gerencie esses obstáculos de forma que eles sejam distribuídos, fazendo algo que todo gestor deve fazer: delegar tarefas.

Desperte a criança de cada um: inspire-se na gamificação, invista no design thinking. Pessoas diantes de desafios têm duas ações: ou paralisam ou tornam-se extremamente criativas. Ao gamificar as dinâmicas dentro do ambiente corporativo fica mais possível despertar essa “criança” dentro de cada colaborador. 

E então? Quais formatos e atitudes da metodologia ativa você já vem aplicando? Quais planeja aplicar na sua gestão educacional? 



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