6 lições de liderança educacional para gestores aplicarem em suas instituições de ensino

Dar conta de uma instituição de ensino exige mais do determinar regras Princípios modernos de liderança nos ensinam que a liderança educacional demanda coragem, empatia, estratégia e dedicação. 

Em tempos que exigem flexibilidade para mudanças rápidas e adaptações conscientes, separamos 6 lições básicas de liderança educacional que todo gestor de instituição de ensino precisa saber para alcançar resultados mais assertivos e humanizados. 

Busque o equilíbrio na liderança educacional

Líderes são profissionais que têm como premissa fazer com que toda equipe esteja bem, para que sua produtividade e desempenho também sejam positivos. 

Em sua palestra, o etnógrafo e especialista Simon Sinek explica detalhadamente que, na natureza, o líder do bando serve-se primeiro, mas que em situações de perigo esse mesmo líder sacrifica seu bem-estar e segurança para proteger o grupo.

Um líder serve. Mas, não esqueça: um líder também cobra. É a forma de cobrar que diferencia uma liderança educacional de outra. No livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, Dale Carnegie dá uma série de indicações que são preciosas para líderes educacionais ao se dirigirem a pares e subordinados, como por exemplo: comece com um elogio.

Um gestor que desempenha um papel de líder educacional não é autoritário. Ao contrário: ele aceita sugestões, não toma o poder para si e é descentralizador, orientando para que o processo e os resultados sejam os melhores para todos os envolvidos.

O gestor educacional deve dar exemplo

Seja o gestor educacional que você gostaria de ter como chefe. 

O momento que passamos por causa do isolamento social é um ótimo exemplo de cenário para você se fortalecer como líder. Pense na forma como você se portou durante o período. Houve acolhimento da equipe? Você se permitiu ser vulnerável e entender as dores do seu time mostrando que estavam todos no mesmo barco, mas com um rumo? Essa é uma questão comportamental e de inteligência emocional.

Saiba mais sobre habilidades socioemocionais que, desenvolvidas, podem ajudar na sua gestão.

É preciso saber escolher e ter paciência para treinar

Uma equipe não nasce pronta. E o mesmo vale para um líder. Por isso a liderança educacional, antes de tudo, deve olhar para a escolha de quem vai compor o time. Busque indicações de pessoas que conhecem e/ou já trabalharam com quem está em processo seletivo.

Depois, desenvolva métricas para averiguar o desempenho de seus colaboradores. 

Lembre-se que métricas são muito individuais e que você deve, junto à liderança educacional da sua instituição de ensino, estabelecer as suas próprias.

Use a pedagogia dos pontos fortes levando em consideração:

  • atenção com o trabalho impossível, ou seja, demandar mais do que o colaborador consegue entregar; 
  • entregar demandas que exijam concentração de esforço;
  • começar pelo que a pessoa consegue fazer;
  • os pontos fortes da pessoa e a alocação dela em cargos que exijam esses pontos.

Estabeleça metas e saiba como mensurar objetivos

O seu processo de desenvolvimento de liderança vai passar pela criação de laços e bons relacionamentos com professores, coordenadores, alunos, colaboradores administrativos, entre outros.

São muitas frentes para dar conta e cada uma deve atingir um resultado específico. Se você quer chegar nesse resultado com toda a sua equipe de forma que todos estejam alinhados, produtivos e felizes, estabeleça metas para cada time e deixe-as muito claras. 

Estabeleça também a estratégia e a tática de cada ação. Se possível, deixe à vista, para que todos estejam a par. A meta é evitar a inadimplência em x%? Deixe-a clara e demande de seus colaboradores sugestões para alcançá-la. Transparência é tudo.

Avalie processos e dê feedbacks

Ao estabelecer metas e analisar resultados, chega a hora da tomada de decisão. Um bom líder educacional tem um colegiado que ajuda a decidir como será feita a avaliação dos colaboradores e dos processos.

O ideal é que a maior motivação para uma pessoa trabalhar em uma empresa, seja de educação ou não,  não seja dinheiro. Motivações maiores como autonomia e autorrealização deveriam ser as prioridades 

Você tem avaliado seus times da forma correta e justa? Por mais que dinheiro não seja a motivação principal, pensar em um plano de carreira para o pedagógico e o administrativo, por exemplo, é extremamente estimulador, já que há um aumento de salário somado à promoção de cargo.

Conte com tecnologia para ajudar na liderança educacional

Automatizar processos dentro da sua instituição de ensino é algo que deve ser feito com cuidado, mas deve ser feito. Com tantas demandas a cumprir, ter ferramentas de gestão educacional que aproximem a comunidade acadêmica é fundamental. Isso ajuda muito no processo de liderança. Sabe por quê?

Ter processos automatizados gera dados e dados são a base para qualquer tomada de decisão mais precisa. Claro, você vai levar em conta muitos fatores que são de ordem social e emocional, mas dados claros vão ajudar você a organizar um plano para o seu time, respondendo questões como: por onde vamos e para onde vamos?

Por onde você tem começado seu processo de liderança? Lembre-se: liderança é uma habilidade que pode ser desenvolvida por todos os colaboradores da sua instituição. Seja o líder educacional que você gostaria de ter e ensine também a como ser.



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