Inadimplência escolar e benefícios fiscais: 4 dicas para sua instituição de ensino manter o fluxo de caixa saudável

O mundo está se adaptando ao cenário de confinamento causado pela COVID-19, que trouxe para todos os setores mudanças drásticas. Para a gestão de instituições de ensino, a inadimplência escolar é o grande desafio a partir de agora. Nesse sentido, quais são os benefícios fiscais a que todo gestor pode recorrer para manter o fluxo do caixa saudável? Continue lendo e entenda onde buscar ajuda e investir seus esforços

1. Primeiramente, organize as cobranças

Primeiro, é preciso entender que a crise é estrutural: o PIB brasileiro caiu 1,5% desde o início da crise e a estimativa é que caia mais ainda. A instituição de ensino deve entender o histórico de cada aluno e como ele mudou após a crise. O ideal é que a inadimplência escolar não ultrapasse os 5% e, para não ultrapassar esse valor, faça sempre uma média de quantos inadimplentes.

Analise o histórico de inadimplência de cada aluno desde a matrícula. Sendo o mercado das instituições de ensino um dos poucos em que não se pode negar serviços, uma vez que o aluno esteja matriculado, a última conta que um responsável ou um aluno vai pensar em pagar no momento da crise é a conta da escola.

Faça de forma organizada e lembre-se que aquele aluno ainda é um cliente e que a última coisa que a sua instituição de ensino pode fazer agora é gerar desgaste. Claro que existem contas a pagar e folha de pagamento para ser cumprida, por isso mesmo cada caso deve ser observado.

2. Para organizar, você precisa conhecer seu aluno

Ao organizar o fluxo de cobranças e analisar o histórico individual, você vai precisar conhecer seu aluno. Assim, use esse momento em que a educação é online para coletar dados:

  • Como o aluno está progredindo?
  • Como está a relação entre os professores e o responsável?
  • Quais as principais dificuldades com a tecnologia? É muito importante facilitar o pagamento.

Essa análise prévia pode ser feita com ferramentas como questionários personalizados, captação de informações pelos professores (é hora de fortalecer o time!) e comunicação assertiva. Não deixe a qualidade de ensino nem a relação com os clientes cair neste momento. É agora que sua instituição tem que se apresentar como parceira.

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3. Saiba os benefícios fiscais dos quais sua instituição de ensino pode desfrutar

Informação é ouro. Se a gestão escolar financeira tem que ficar descolada da gestão pedagógica, ou seja, se não pode recair sobre a oferta de serviço a cobrança da inadimplência escolar, recorra a benefícios fiscais do governo para manter o fluxo de caixa.

Os principais benefícios oferecidos até então são:

  • Facilitação de crédito pelo governo e bancos: até 30 de setembro de 2020 empresas podem dar entrada em pedidos de crédito sem que sejam levados em contas diversos fatores que eram levados antes;
  • Suspensão de cobranças de água e luz: enquanto o estado de calamidade estiver decretado empresas com essas concessões não podem cortar os serviços;
  • PIS e COFINS e IPI: o ICMS pode ser excluído da base de cálculo do PIS e COFINS para recuperação dos últimos 5 anos e imediata retirada das apurações mensais;
  • Prorrogação de prazo de pagamento de dívidas bancárias
  • Crédito para pagamento da folha: com prazo de 30 meses e carência de 6 meses, a empresa que optar por essa linha de crédito não poderá rescindir contrato com o trabalhador e terá sobre o valor solicitado juros de 3,75% ao ano.
  • IOF: todas as operações estão isentas desse imposto

4. Próximos passos: entenda a proposta de títulos de créditos para escolas privadas durante a pandemia

Bom, se nem mesmo com os benefícios fiscais oferecidos pelo governo e com a organização de cobranças seu fluxo caixa melhorou, é hora de dar atenção para os próximos passos.

Segundo o Projeto de Lei 1886/20 em trâmite na câmara dos deputados, o CRE (Certificado de Recebíveis de Educação Emergencial) auxilia as instituições de ensino privadas a manterem-se em funcionamento durante a crise.

Os CRE são títulos de crédito. Eles são emitidos por companhias de securitização, lastreados em pagamento. Este pagamento será recebido posteriormente por uma empresa. O valor que será pago a essa empresa no futuro é depositado imediatamente para a instituição.

O que acontece na prática é a abertura para que instituições de ensino utilizem esses títulos para autofinanciamento. Eles estão vinculados às negociações entre responsáveis, alunos, instituição e empresas, inclusive as negociações como financiamentos e empréstimos.

E então, todos prontos para superar este momento?



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