Desafios da educação em 2020: as melhores dicas do Conexão GV para superá-los

Eventos online passaram a ser momentos de encontro e conexão entre pessoas das mais diferentes regiões, de culturas e de locais diversos. Quem diria que a obrigatoriedade do isolamento social poderia, em meio a tantos percalços, ajudar a propagar melhores formas de superar desafios da educação?

Pois foi nesse cenário que aconteceu, nos dias 20 e 21 de agosto, o primeiro Conexão GV online e gratuito. Depois de passar por uma reformulação, essa é a 9ª edição do evento da GVdasa e reuniu nomes que, em conjunto, ajudaram gestores e professores a entender um pouco mais desse novo momento e como tirar o melhor dele. 

Continue lendo e descubra os principais insights do Conexão GV 2020, as dicas para o seu segmento e qual o espírito que todos carregam em comum: esse é um tempo de mudanças e superações.

As aulas online não são um desafio da educação: são uma oportunidade de nos conhecermos melhor.

Muitas instituições de ensino torciam o nariz para o EAD. Com a chegada do isolamento, o ensino a distância virou mandatório. Como a sua instituição de ensino vinha se preparando para esse momento? 

A maioria das escolas e IES não estavam preparadas. Muitos nunca haviam imaginado essa possibilidade. Foi o que contou o Rafael Korman, no primeiro dia do Conexão GV. Rafael é Coordenador Administrativo Pedagógico do Colégio Israelita Brasileiro.

No Colégio Israelita Brasileiro, a transição das aulas presenciais para o digital foram rápidas. E Rafael explicou que, como todo mundo, ninguém tinha um plano. Quando o COVID 19 surgiu, houve um questionamento e só então o plano iniciou, partindo de um AVA (ambiente virtual de aprendizagem) que eles já usavam.

O primeiro aprendizado é: observar as pequenas movimentações para ter uma previsibilidade e preparação mínimas. No caso, era importante inserir lives e pequenos momentos ao longo do dia virtualmente, pensando na diferenciação do foco que o aluno tem no presencial e no virtual.

O segundo aprendizado sobre o assunto é: vá com calma. Segundo Rafael, o processo é “não pensar grande demais no início, não querer fazer tudo…calma, ligue a câmera e faça como se fosse uma aula presencial.” 

Toda a adaptação passou por 3 fases, que foram:

  • reconhecer a situação e adaptar o que já havia;
  • apresentar as ferramentas digitais aos professores e relembrar as que já existiam;
  • otimização das aulas em método ágil, ou seja, ir melhorando enquanto se faz.

Assim, um gestor que esteja atento ao que já existe dentro da escola tem uma maior facilidade de encarar desafios como oportunidades. 

Rafael também explicou que levaram para o EAD o hábito de ter momentos de conversa para que professores e alunos refletissem sobre o que estava acontecendo.

Rafael Korman, coordenador pedagógico e administrativo do colégio Israelita Brasileiro, compartilhou informações relevantes sobre o case de sucesso da instituição durante a pandemia.

Segundo ele,”uma cultura do medo e da não-conversa só aumenta o ciclo vicioso. Isso (a abertura para conversa) já vinha sendo feito desde o ano passado (2019) quando comecei o trabalho e a partir do momento que se abrem espaços para as pessoas falarem o que estão sentindo, elas se sentem mais parte do processo, para questionar e mudar. O que a gente chama de vulnerabilidade é um ato de franqueza, não de fraqueza”.

Uma outra oportunidade com as aulas online é poder transformar as avaliações. Para Rafael, ficou mais possível uma aproximação e personalização em relação ao alunos. Assim, provas viram trabalhos, sempre buscando oportunidades e conexões: “as pessoas notam que você está ali pela boa intenção, para ajudar. Está todo mundo do mesmo lado”.

Por último, para instituições de ensino que têm alunos do Ensino Médio, uma das grandes preocupações é o ENEM. No caso do Colégio Israelita, o número de alunos não é tão grande e a personalização é possível. Isso quer dizer que se a minha instituição for grande é impossível personalizar o ensino para esses alunos? 

De jeito nenhum: é aí que importa a aproximação da gestão com os professores, para que eles consigam apresentar cada vez mais os gaps que devem ser sanados. “Tem bastante coisa a se perguntar…a gente perde muito tempo nesse sistema de aulas que supostamente sempre deu certo”, falou Rafael sobre o tempo perdido com micro momentos e a falta de atenção dos alunos na sala de aula presencial.

Continue lendo e saiba mais sobre o ENEM.

Invista em marketing digital educacional para vencer os desafios da educação

Com o mundo todo conectado por meio das telas, o marketing digital passou a ser vital para as instituições de ensino. Muitas escolas e instituições de ensino superior se pegaram detentoras de algumas ferramentas de gestão educacional, mas sem muita experiência em digital, propriamente dito.

Na segunda palestra do primeiro dia do Conexão GV, as especialistas em Marketing Digital e sócias da agência da #SocialBrain, agência de inbound marketing no Rio de Janeiro, falaram sobre alguns pontos importantes a serem considerados a partir de agora.

Ter diversos canais de atração é um dos grandes benefícios do inbound marketing, também conhecido como marketing de atração, metodologia muito utilizada no marketing digital. Ou seja, se sua instituição tem canais como redes sociais e um site, já tem espaço para começar a produzir conteúdo e atrair a atenção tanto de alunos quanto de possíveis alunos.

As especialistas em marketing digital Nayla Soutelo e Juliana Nunes, da agência de inbound marketing #Social Brain, deram dicas valiosas para gestores

Segundo Juliana Nunes, “é a tríade proximidade, preço e qualidade que vai fazer com que a sua instituição de ensino tenha êxito na captação de alunos. Já na retenção, é importante dar atenção ao valor gerado a longo prazo”. E como fazer isso?

Com o marketing digital, sua estratégia é guiada por dados. É a análise de cada aluno ou prospect que vai guiar suas decisões: preciso criar um relacionamento por e-mail? Em quais redes sociais posso iniciar quais conversas com essas pessoas? São questionamentos importantes a serem feitos e somente um mindset imerso no digital vai conseguir fazer com que você avance nesse sentido.

Leia mais sobre o assunto no artigo Marketing Educacional: por que e como utilizar o Marketing Digital nas instituições de ensino?

Os professores são os grandes aliados para reter alunos

Tudo começou a mudar no início do ano, quando o ano letivo já estava minimamente estruturado e corrente. Agora, para a equipe de gestão, um dos principais desafios da educação no quesito manutenção de alunos é: como manter todos engajados e acreditando que a sua instituição é aquela com que eles podem contar?

Sim, quando se aproxima o período de rematrícula, a retenção de alunos pode ser um grande desafio. Mas, a partir do momento em que as relações tornam-se digitais, é possível que isso seja uma oportunidade.

Leia aqui nosso Guia Educação Online e Retenção de alunos

Sabe quem são os grandes apoiadores? Quem está mais perto dos alunos: os professores. Principalmente quando o assunto são alunos que fazem parte da lista de clientes que vão “evadir” com certeza: os alunos do Ensino Médio. Para eles muita coisa mudou esse ano.

E não é por que não serão mais parte da comunidade escolar no próximo ano que deverão ser negligenciados, certo? Pelo contrário: são eles que vão carregar a marca da sua instituição para outros locais.

Na segunda palestra do segundo dia do Conexão GV, quem falou sobre o assunto foi o Miguel Andorffy, fundador da plataforma de cursinho online Me Salva! 

Segundo pesquisa, pelo menos 25% dos estudantes declararam não ter computador para fazer o ENEM 2020. Além disso, quem tem enfrenta diversas dificuldades como uso de ferramenta e dispersão. Nesse cenário, como a sala de aula virtual e os professores são ferramentas para ajudar o aluno?

Estamos todos aprendendo e os desafios não vão parar. Miguel relatou em sua palestra que em uma aula do Me Salva cerca de 2.500 alunos estão participando. Isso seria impossível presencialmente. 

Miguel também  revelou: “Todos os professores estão fazendo esse trabalho de motivação. Eu começo as minhas aulas sempre fazendo um discurso de motivação, falando ‘te imagina entrando na tua universidade dos sonhos’. Imagina todo mundo que está te atrapalhando e diz assim ‘olha, não me atrapalha que eu estou indo conquistar os meus sonhos’. Todo mundo precisa saber que existe vida após a pandemia.”

Miguel Andorffy, da plataforma Me Salva!, orientou alunos e professores sobre o ENEM 2020 e uso da sala virtual

Nessa palestra aprendemos muito sobre humanização e personalização do aprendizado e como é importante dar atenção menos a fórmulas prontas e mais à prática e observação de si mesmo. 

A redação no ENEM, por exemplo, é um ponto delicado. Rafael falou sobre a venda de fórmulas prontas online: “Tem muita gente que oferece modelos de redação pela internet. Alguns podem até garantir uma nota ok, se fizer direitinho você tira uma nota ok. Mas, isso limita o aprendizado do aluno. Na hora que ele chega na prova, pega um tema diferente, se ’embanana’ todo. O aluno deve praticar, por exemplo desde o início do ano, uma redação por semana, folgar uma semana…e no fim do ano ele vai ter cerca de 30 redações escritas.” 

Ou seja, é a prática e a auto-análise que vão fazer o aluno ter êxito.

Inteligência emocional é o maior ativo do seu time

Na última palestra do Conexão GV 2020, contamos com a explicação da Alessandra Gonzaga, diretora do Conexão IE, uma empresa de avaliação, treinamento e coaching de Inteligência Emocional para empresas e indivíduos.

Dela, tiramos alguns aprendizados muito importantes. Alessandra ressaltou  o ponto de não sermos preparados para falar sobre emoções: aprendemos geografia, história, mas não falamos das emoções. E num momento tão volátil e confuso, esse é o tema que mais pede atenção de todo mundo.

Inteligência emocional é o conjunto de competências para a gente reconhecer e regular emoções em si e nos outros. Ela tem quatro dimensões: reconhecimento, gestão, intrapessoal, e a dimensão voltada para o outro”, definiu Alessandra.

Uma das emoções mais sentidas desse período foi o medo, que foi seguido por outras, claro. Nesse sentido, é importante entender e aprender a reconhecer a emoção. Só assim ela é passível de ser regulada: “a gestão emocional parte do princípio de que a gente sabe aquilo que está regulando”, disse a palestrante.

Alessandra Gonzaga, do Conexão IE, falou sobre gestão emocional e como ela pode auxiliar todos da comunidade acadêmica.

É importante entender que com tantas mudanças, precisamos nos adaptar. Por mais que estejamos nos relacionando por meio de máquinas, estamos nos relacionando: “estamos lidando com respostas que nossos sentidos não estão conseguindo absorver. A gente está precisando ter uma atenção ao outro de uma forma que a gente não tinha”. 

Andressa falou ainda que um dos aprendizados da pandemia é que precisamos nos preocupar com com as condições emocionais para haver o aprendizado.
Como você vem aplicando esse conhecimento na sua instituição de ensino? Ao reconhecer e gerenciar as emoções, estimulam-se as habilidades emocionais do seu time, tornando-o mais empenhado, feliz e satisfeito de fazer parte da instituição.

Assista o Conexão GV 2020

Se você não conseguiu acompanhar o evento gratuito e online da GVdasa, não tem problema, não: o que a gente mais quer é compartilhar conhecimento. Clique abaixo e acesse os dois dias de palestras que podem ajudar muito na sua interação com a equipe e otimização de processos.



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